Atuamos com profissionais que demonstram competência, comprometimento e conhecimento científico, porém, percebemos que faltava “algo” para fazermos a diferença, ou seja, superarmos as nossas próprias expectativas.
Um grande diferencial para o profissional enfermeiro, consiste na observação de toda sua cercania, ou seja, não basta focarmos somente o cliente, devemos estar atento em nosso recurso humano, pois são estes profissionais que participam na formação da imagem de nossas instituições.
CUNHA (2004) descreve que o profissional enfermeiro faz a diferença quando possui competência para a educação da sua equipe durante o processo de supervisão das atividades desenvolvidas diariamente. Esta supervisão está relacionada à responsabilidade que o enfermeiro assume pela qualidade da assistência de enfermagem prestada aos clientes de sua unidade. Da supervisão eficaz decorre a coesão da equipe em torno de valores comuns, o alinhamento com a missão institucional e o desempenho das relações de trabalho.
Observamos então, a importância desta pesquisa, quando o autor citado anteriormente, relaciona diretamente o desempenho das relações de trabalho, com a competência do profissional enfermeiro.
Confirmamos também, que devemos estar preocupados com a qualidade em sua integralidade, uma vez que somos seres humanos cuidando de seres humanos. Se fizermos uma análise comparativa, observaremos que a natureza também desenvolve um trabalho em equipe objetivando a harmonia e o equilíbrio universal.
Porém, devemos repensar nos conceitos de grupo, equipe e time, para então classificarmos em qual destes contextos nos encontramos inseridos.
No grupo as pessoas compartilham valores, crenças e visões semelhantes de mundo; na equipe as pessoas buscam um objetivo comum, que é claro e explicitamente formulado, e, possuem divisão de responsabilidade e das fronteiras de suas ações; no time as pessoas têm habilidades e potencialidades essenciais ao alcance dos objetivos, compartilham valores, buscam resultados comuns e contam com alto grau de comprometimento e de responsabilidade pelos seus atos e tarefas, cita CASADO (2002).
Para a enfermagem de hoje, o conceito de time é o que melhor se enquadra às especificidades do seu processo de trabalho, diz YOSHIMOTO et al (2005); pode ser um desafio para os enfermeiros, desenvolvermos o perfil de “time”. Esse desafio pode ser enfrentado por meio de educação e comunicação, ou seja, o enfermeiro pode ser um educador se utilizar adequadamente à arte da comunicação.
MACKAY (2000) cita que a comunicação compreende habilidades que podem ser aprendidas, tais como falar, ler e escrever, porém, a habilidade de ouvir, antes mesmo do nascimento começamos a desenvolvê-la e trata-se da capacidade mais significativa de que dispomos, como também esta habilidade exerceu forte influência em nosso desenvolvimento pessoal passado e continuará a fazê-lo no futuro.
Embasados nesta afirmativa, complementamos que o caminho correto a seguir consiste em praticar a arte de “ouvir” a opinião dos colaboradores inseridos em um determinado contexto problemático, para que se possa identificar o fator gerador e finalmente traçar estratégias corretivas. Alicerçados nesta hipótese, visamos desenvolver esta pesquisa com finalidade de desvendarmos situações para que posteriormente sirva de base para modificar postura e ou conduta indesejada e negativa em nosso campo de trabalho, obtendo assim um melhor resultado no âmbito geral, influenciando diretamente na qualidade, tanto para a ótica do cliente como dos profissionais.
OGUISSO (2000), descreve como conseqüência da globalização econômica, o aumento das expectativas dos consumidores de serviços, justificando assim o oferecimento de uma assistência de enfermagem diferenciada, a qual visa o atendimento do cliente institucionalizado sob a ótica de sua patologia, bem como a biopsicodiversidade de influência em sua cercania.
Também PEREIRA et al (2005), diz que a organização do futuro estará mais voltada para os clientes, enfocando a questão da qualidade de seus produtos e serviços; assumirá maior responsabilidade com o meio ambiente e terá uma relação mais próxima com a comunidade. Possuirá também menor número de níveis hierárquicos, dando espaço à figura do líder como motivador e treinador.
Para conseguirmos esta assistência de enfermagem diferenciada, necessitamos de profissionais comprometidos com a missão institucional e motivados para a visão da mesma, agora nos deparamos com a seguinte interrogação: como motivá-los?
“Todo ser humano tem a motivação latente e habilidade de despertar essa motivação. Levar pessoas talentosas e capazes ao empenho máximo é a arte de quem gerencia ou lidera grupos”.
(MARX e MORITA, 2000).
Estas autoras ainda nos fazem uma advertência que a motivação não significa apenas um aumento de salários ou de benefícios é preciso algo mais, nos sugere algumas ações tais como, cumprimentar pessoalmente os colaboradores, fazer elogios quanto ao seu desempenho, solicitar suas idéias e dar informações necessárias para a realização de um bom trabalho.
PEREIRA et al (2005) relata que McGregor associou a motivação ao processo de liderança nas organizações, e concluiu que se há pressupostos implícitos associados aos trabalhadores tais como a indolência, preguiça, falta de responsabilidade e de iniciativa identificando uma abordagem teórica denominada de Teoria “X”, é uma resultante de conduta seguida pelo gerente que se restringe a uma prática estrita de autoridade centralizada que direciona os esforços para os objetivos organizacionais.
Segundo ROCHA et al (2005), liderança consiste em processo que é inerente à coexistência em grupos que visam alguns objetivos e se deixam influenciar por alguém, ou seja, trata-se de um fenômeno de influência interpessoal almejando a um objetivo.
Entendemos então, que a liderança pode ser desenvolvida de acordo com o foco em objetivos pessoais ou grupais como também institucionais. Para que aconteça esta influência necessito conhecer e entender o comportamento passado dos indivíduos, prever o comportamento futuro e posteriormente orientar e mudar tal comportamento.
A confiança é a fonte inspiradora para um relacionamento saudável em uma equipe; para que uma equipe seja eficaz e eficiente como também almeje os objetivos traçados, o enfermeiro deve inspirar confiança servindo a sua equipe cita ROCHA et al.
Observamos então que necessitamos rever nossos conceitos quanto ao gerenciamento e atitudes de nossos gerentes, pois, o colaborador está possuindo um peso importante nas tomadas de decisão e no caminho o qual a empresa deverá seguir.
“Um dos perfis do novo gerente de enfermagem é o de promover a prática de colaboração e estimular uma parceria entre enfermagem e equipe multiprofissional”.
(MARX e MORITA, 2000).
Com esta reflexão abrimos um leque de oportunidades para transformar a equipe em um time, onde ocorra a confiabilidade e entrosamento para que as funções a eles delegadas sejam executadas com afinco e da melhor maneira possível.
O líder é o responsável por manter a interação da equipe com a qualidade, e também deve servir de exemplo e elemento motivador para seus colaboradores. É necessário que seja responsável, comunicativo, flexível, honesto, zeloso, saiba respeitar o tempo dos outros, transmita segurança, demonstre vontade de aprender, solicite ajuda quando necessário e além destas características, deve criar um ambiente para o trabalho em equipe, cita MARX e MORITA (2000).
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sábado, 16 de junho de 2007
terça-feira, 29 de maio de 2007
O envelhecimento faz parte natural do ciclo da vida

O envelhecimento faz parte natural do ciclo da vida. l.
O envelhecimento faz parte natural do ciclo da vida. É desejável que constitua uma oportunidade para viver de forma saudável, autónoma e independente, o maior tempo possível.
O envelhecimento deve ser pensado ao longo da vida. O ideal é, desde cedo, ter uma atitude preventiva e promotora da saúde e da autonomia na velhice.
A prática de actividade física moderada e regular, uma alimentação saudável, não fumar, o consumo moderado de álcool e a participação na sociedade são factores que contribuem para a qualidade de vida em todas as idades e, em particular, no processo de envelhecimento.
O sistema de saúde dispõe, numa perspectiva individual, de uma rede de prestação de cuidados de saúde (com serviços integrados, centrados em equipas multidisciplinares e com recursos humanos devidamente formados), com uma componente de recuperação global e de acompanhamento das pessoas idosas, designadamente através da rede de cuidados continuados, que, por sua vez, integram cuidados de longa duração.
Uma boa saúde é essencial para que as pessoas mais idosas possam manter uma qualidade de vida aceitável e possam continuar a assegurar os seus contributos na sociedade. Pessoas idosas activas e saudáveis, para além de se manterem autónomas, constituem um importante recurso para as suas famílias, comunidades e até para a economia do país.
Porém, nem sempre é possível viver o envelhecimento em plena saúde. A maioria das pessoas chega a idosa com doenças crónicas e não transmissíveis. As patologias incapacitantes mais frequentes nas pessoas idosas são as fracturas, incontinência, perturbações do sono, perturbações ligadas à sexualidade, perturbações de memória, demência (nomeadamente doença de Alzheimer, doença de Parkinson), problemas auditivos, visuais, de comunicação e da fala.
Mas isso não significa, necessariamente, que se tornem incapazes de lidar com a sua evolução ou que não possam prevenir o aparecimento de complicações.
O que são doenças geriátricas?
Algumas doenças, denominadas, por vezes, de síndromas ou doenças geriátricas, apresentam-se quase exclusivamente em adultos de idade avançada.
Também se incluem nas perturbações geriátricas aquelas que afectam os indivíduos de todas as idades, mas que na velhice são mais frequentes ou mais graves ou que causam sintomas ou complicações diferentes.
A geriatria é a especialidade médica que se ocupa das pessoas de idade avançada e das doenças de que sofrem.
Não há uma idade específica que determine a velhice, contudo, para efeitos de estudos, estatísticas, etc. consideram-se pessoas idosas as que têm mais de 65 anos, por ser a idade habitual da reforma.
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