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terça-feira, 19 de junho de 2007

Febre Aftosa




Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa

Descriçao Sumária do Programa
O Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa visa proteger os rebanhos suscetíveis à doença mediante vacinação, controle de trânsito, sacrifício e abate sanitário de animais, desenvolver sistema eficaz de vigilância epidemiológica e estimular a participação comunitária na defesa sanitária animal.

Justificativa do Programa
O Estado de São Paulo detém o reconhecimento internacional de estado livre da febre aftosa com vacinação, outorgado pela Organização Mundial de Saúde Animal – O.M.S.A. O último foco de febre aftosa registrado no Estado de São Paulo data de maio de 1996. Pretende-se, com o desenvolvimento deste programa, a manutenção da condição conquistada, almejando a condição de livre da doença sem vacinação.

A doença
A febre aftosa é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, de distribuição geográfica cosmopolita, causada por um vírus, que afeta bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, suínos e demais biungulados domésticos e silvestres.
A doença caracteriza-se por febre, lesões vesiculares nas mucosas do aparelho digestivo, focinho, espaços interdigitais e na pele do úbere e tetos.
Os animais acometidos de febre aftosa apresentam febre, claudicação, dificuldade de apreensão de alimentos com acentuada perda de peso e queda na produção.

Histórico do Programa
O combate à febre aftosa no Estado de São Paulo teve início na década de 70. A partir de 1992 passou-se a adotar medidas para a erradicação da doença, o que ensejou a declaração do Estado de São Paulo como livre da febre aftosa com vacinação, no ano de 2000. Eventual ocorrência da doença acarreta, não só prejuízos diretos aos pecuaristas mas, principalmente, o risco da perda dos mercados nacional e internacional de carne, com reflexos em todo o agronegócio envolvido com o setor. Atualmente, as medidas preconizadas destinam-se à obtenção da condição de estado livre da febre aftosa sem vacinação.

Estratégias / Atividades do Programa
ESTRATÉGIA

Planejamento, organização, execução, supervisão e avaliação do programa.

Treinamento técnico de servidores da Coordenadoria de Defesa Agropecuária.

Estabelecimento de normas técnicas para fins de fiscalização e de defesa sanitária animal.

Organização e gerenciamento do sistema estadual de comunicação e divulgação de informações zoossanitárias.

ATIVIDADES

Cadastramento de propriedades, estabelecimentos de abate e distribuidores de produtos e insumos veterinários, promotores de eventos de concentração animal e médicos veterinários não pertencentes ao serviço oficial.

Inventário da população de animais de peculiar interesse do Estado suscetível à febre aftosa.

Inspeção e fiscalização da população e do trânsito de animais de peculiar interesse do Estado suscetível à febre aftosa, produtos, subprodutos, derivados, excretas e secreções.

Fiscalização da distribuição e da aplicação de vacinas.

Interdição de áreas, propriedades ou estabelecimentos, públicos ou privados.

Apreensão de animais, produtos de origem animal, subprodutos, inclusive derivados, excretas e secreções.

Suspensão de atividades.

Sacrifício e abate sanitário de animais, destruição de bens, produtos e subprodutos, inclusive derivados, excretas e secreções.


Base Legal:
Decreto - 45.781
Decreto - 45.782
Lei - 10.670
Resolução SAA - 1

terça-feira, 29 de maio de 2007

Produção Animal




Produção Animal


Há 30 anos, a boiada ficava no pasto até seis anos para atingir o peso de abate. Em 2002, bastavam 24 meses ou menos. A produção brasileira de carne bovina em 1970 era de 20 quilos por hectare ao ano; em 2000, este valor subiu para 34 quilos. Atualmente, o Brasil tem o maior rebanho bovino comercial do planeta, correspondendo a 15% do total mundial e é o segundo maior produtor de carne bovina, com 6,9 milhões de toneladas equivalente-carcaça produzida a baixo custo de produção, tornando-se o país mais competitivo em nível internacional. Números como esses revelam os avanços da pesquisa agropecuária no setor, deixando o Brasil numa confortável posição de produtividade e qualidade do produto. O nosso "boi verde", de alimentação vegetariana, consagrou-se como o melhor para consumo humano, livre de males como o da vaca louca e febre aftosa - que recentemente atingiu países da América do Sul, Europa e Japão.
O Brasil teve um grande salto nas exportações de carne suína e, atualmente, esse produto pode ser encontrado até na Rússia. Este país absorveu a maior parte das 250 mil toneladas colocadas no mercado internacional no ano passado, que geraram divisas da ordem de US$ 350 milhões. No caso da carne bovina, em 2001, as exportações atingiram cerca de US$ 990 milhões, entre o produto in natura e industrializado, um crescimento de 30% em relação ao ano de 2000, quando as exportações atingiram cerca de US$ 755 milhões. A caprinocultura também teve considerável desenvolvimento. No ano de 1970, o efetivo caprino era da ordem de 14,6 mil animais, e hoje eleva-se para 8.236 mil, sendo a maior quantidade localizada no Nordeste, aumentando a renda de pequenos produtores. Cerca de 50% do rebanho de caprinos e ovinos no Nordeste está localizado em propriedades com menos de 30 hectares.
A produção de leite registrou significativo crescimento nas últimas três décadas. O Brasil desponta hoje como o sexto maior produtor de leite do mundo e cresce a uma taxa anual de 4%, superior a de todos os países que ocupam os primeiros lugares. Respondemos por 66% do volume total de leite produzido no Mercosul. A perspectiva de manter o índice de crescimento nos próximos anos cria condições para o país mudar o perfil de importador para exportador de produtos lácteos. Em 2002, o leite representou 19% do valor bruto da produção pecuária. Pelo faturamento, pode-se avaliar a importância da produção láctea no contexto do agronegócio nacional. Em 2001, as indústrias do setor registraram um aumento de 248%, contra 78% dos demais segmentos.
A produção leiteira desempenha também um relevante papel social, principalmente na geração de empregos. São mais de um milhão e cem mil propriedades que exploram o leite e ocupam diretamente 3,6 milhões de pessoas. Tal impacto supera o de setores importantes como o da construção civil, o siderúrgico, o têxtil e o da indústria automobilística. Estes resultados provam que o produtor brasileiro está mais tecnificado. E o trabalho da pesquisa em bovinocultura de leite realizado pela Embrapa contribuiu de forma fundamental para esta atualização.
Caprinos têm maior produtividade











quinta-feira, 24 de maio de 2007

Gripe aviária está controlada, mas ainda ameaça em Egito, Nigéria e Indonésia


Gripe aviária está controlada, mas ainda ameaça em Egito, Nigéria e Indonésia
23/05 - 13:42 - EFE


Paris, 23 mai (EFE).- A propagação do vírus da gripe aviária está mais controlada este ano, graças principalmente às medidas que se tomaram, mas Egito, Indonésia e Nigéria são exceções notáveis onde a doença é endêmica, segundo o diagnóstico da OIE."O vírus está muito melhor controlado" no mundo, ressaltou hoje em entrevista coletiva o diretor-geral da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE, em francês), Bernard Vallat. Ele contrastou a situação atual com a de 2006, quando "houve milhares de casos".Alguns países foram re-infectados este ano, mas os dispositivos postos em prática permitiram "muito rapidamente" detectar e deter a extensão da epidemia, disse Vallat.Resumindo o balanço sobre a gripe aviária na sessão da OIE realizada esta semana em Paris, Vallat falou dos casos da Turquia e Hungria, entre outros, que souberam resolver as crises recentes, e insistiu que os investimentos para enfrentar o vírus se mostraram úteis e "são pertinentes também contra outras doenças" animais.A situação é muito diferente no Egito, na Indonésia e na Nigéria, onde a presença do vírus da gripe aviária é "endêmica". O diretor-geral da OIE pediu "apoio à comunidade internacional" para ajudar a erradicar a doença nesses países.Vallat considerou "essencial" o recurso à vacinação e lembrou que a melhor forma de evitar o risco que a gripe aviária se transforme em uma pandemia para a população humana é erradicá-la dos animais no mundo todo.Por enquanto, argumenta, "o vírus é estável" mas "é teoricamente possível" que haver uma mutação que poderia transformá-lo em muito mais ameaçador para os humanos. EFE ac pa