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segunda-feira, 17 de setembro de 2007

10 PASSOS PARA O PESO SAUDÁVEL



Com base na prevalência crescente do sobrepeso/obesidade no país, o MS produziu os dez passos para o peso saudável dentro do Plano Nacional para a Promoção da Alimentação Adequada e do Peso Saudável cujos objetivos são: (1) aumentar o nível de conhecimento da população sobre a Importância da promoção à saúde e de se manter peso saudável e de se levar uma vida ativa; (2) modificar atitudes e práticas sobre alimentação e atividade física; (3) prevenir o excesso de peso. Os passos são:


1. Comer frutas e verduras variadas, pelo menos duas vezes por dia;


2. Consumir feijão pelo menos quatro vezes por semana;


3. Evitar alimentos gordurosos como carnes gordas, salgadinhos e frituras;


4. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele do frango;


5. Nunca pular refeições: fazer três refeições e um lanche por dia. No lanche escolher uma fruta;


6. Evitar refrigerantes e salgadinhos de pacote;


7. Fazer as refeições com calma e nunca na frente da televisão;


8. Aumentar a sua atividade física diária. Ser ativo é se movimentar. Evitar ficar parado, você pode fazer isto em qualquer lugar;


9. Subir escadas ao invés de usar o elevador, caminhar sempre que possível e não passar longos períodos sentado assistindo à TV;


10. Acumular trinta minutos de atividade física todos os dias.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

ANOREXIA E BULIMIA NERVOSA


Dos principais transtornos do comportamento alimentar, a anorexia nervosa (AN) foi a primeira a ser descrita já no século XIX e, igualmente, a pioneira a ser adequadamente classificada e ter critérios operacionais reconhecidos já na década de 1970.


A bulimia nervosa (BN) foi descrita por Gerald Russell em 1979, e um terceiro grupo heterogêneo de quadros assemelhados, mas que não apresentavam sintomas completos nem para o diagnóstico de AN nem para BN, foram classificados como Transtornos Alimentares Atípicos nos anos 1980. O transtorno da compulsão alimentar periódica e suas questões polêmicas será motivo de um capítulo em separado nesta publicação.


Os transtornos alimentares são doenças que afetam particularmente adolescentes e adultos jovens do sexo feminino, levando a marcantes prejuízos psicológicos, sociais e aumento de morbidade e mortalidade. Os transtornos alimentares são freqüentemente considerados quadros clínicos ligados à modernidade, na medida que ao avanço da mídia nas últimas décadas tem se dado papel de relevância quase casual.

Anorexia nervosa
A anorexia nervosa caracteriza-se por perda de peso intensa e intencional às expensas de dietas extremamente rígidas com uma busca desenfreada pela magreza, uma distorção grosseira da imagem corporal e alterações do ciclo menstrual.


Etimologicamente, o termo anorexia deriva do grego “an-”, deficiência ou ausência de, e “orexis”, apetite. Também significando aversão à comida, enjôo do estômago ou inapetência, as primeiras referências a essa condição surgem com o termo fastidium em fontes latinas da época de Cícero (106-43 aC.) e vários textos do século XVI. Já a denominação mais específica “anorexia nervosa” surgiu com William Gull a partir de 1873, referindo-se à “forma peculiar de doença que afeta principalmente mulheres jovens e caracteriza-se por emagrecimento extremo[...]” cuja “falta de apetite é [...]decorrente de um estado mental mórbido e não a qualquer disfunção gástrica[...]”.


Atualmente o termo “anorexia” não é utilizado em seu sentido etimológico para a “anorexia nervosa”, visto que tais pacientes não apresentam real perda de apetite até estágios mais avançados da doença, mas sim uma recusa alimentar deliberada, com intuito de emagrecer ou por medo de engordar.


Bulimia nervosa
A bulimia nervosa caracteriza-se por grande ingestão de alimentos com sensação de perda de controle, os chamados episódios bulímicos. A preocupação excessiva com o peso e a imagem corporal levam o paciente a métodos compensatórios inadequados para o controle de peso como vômitos auto-induzidos, uso de medicamentos (diuréticos, inibidores de apetite, laxantes), dietas e exercícios físicos.


O termo bulimia nervosa foi dado por Russell e vem da união dos termos gregos boul (boi) ou bou (grande quantidade) com lemos (fome), ou seja, uma fome muito intensa ou suficiente para devorar um boi.


Desde a primeira descrição da Bulimia Nervosa (BN), o conhecimento deste quadro como entidade nosológica distinta tem avançado rapidamente, graças à proliferação de grupos de pesquisa em vários países. Este fato é, principalmente, reflexo da importância clínica e epidemiológica que a BN vem demonstrando, superando em número de publicações, o interesse pela sua “irmã mais velha”, a Anorexia Nervosa.

domingo, 26 de agosto de 2007

OBESIDADE x ATIVIDADE FÍSICA - TEXTO 2

Entre os 10 passos para o peso saudável do Ministério da Saúde do Brasil encontram-se alguns referentes à prática de atividade física:

8. Aumentar a sua atividade física diária. Ser ativo é se movimentar. Evitar ficar parado, você pode fazer isto em qualquer lugar;
9. Subir escadas ao invés de usar o elevador, caminhar sempre que possível e não passar longos períodos sentado assistindo à TV;
10. Acumular trinta minutos de atividade física todos os dias.


Os três passos recomendados dizem respeito à prática de atividade física regular com a reprodução da recomendação hegemônica atual de se acumular pelo menos trinta minutos de atividade física moderada, preferencialmente todos os dias da semana. Essa recomendação foi introduzida inicialmente em 1995 para a população americana adulta na perspectiva de que tal prática acarretasse dispêndio de 1.000kcal por semana (200kcal por dia), valor compreendido como necessário para reduzir substancialmente a taxa de mortalidade comparativamente a uma população que não praticava nenhuma atividade física de lazer, apesar da maior redução na taxa de mortalidade ter sido encontrada nos indivíduos com gasto energético equivalente a 2.000-kcal por semana. O nível de 1.000kcal por semana é atualmente reconhecido como muito pequeno para a manutenção de massa corporal saudável e possivelmente para a redução do risco relativo de mortalidade por doenças cardiovasculares.

Considerando a tendência crescente na prevalência da obesidade na população americana e pela sua responsabilidade na produção de recomendações de ingestão dietética de referência (DRI), o Instituto de Medicina Americano do Comitê de Alimentação e Nutrição recentemente sugeriu que a população americana realizasse pelo menos sessenta minutos de atividade moderada (caminhar/corrida entre 6 e 9km/h), para a manutenção da massa corporal saudável e para se obter os benefícios para a saúde da atividade física independentes da massa corporal. Essa recomendação
se aproxima do valor de NAF (nível de atividade física = gasto energético de 24h/taxa
metabólica basal de 24h) de 1,6, valor consistente com estilo de vida ativo baseando-se em estudos de água duplamente marcada.

Duas importantes recomendações recentes concluem que para a manutenção de valores de massa corporal saudável seria necessário um estilo de vida ativo (ou moderadamente ativo), o que implicaria um NAF de 1,75. Para um indivíduo sedentário alcançar esse nível e ajudar na manutenção da massa corporal e prevenção de alguns tipos de câncer, os órgãos mencionados sugerem sessenta minutos de exercício físico diário. Assim, as recomendações recentes convergem para um nível de atividade física maior do que o acúmulo de trinta minutos diários de atividade física moderada.

PRATIQUE ATIVIDADE FÍSICA!!!!!!!!!!!!

sábado, 18 de agosto de 2007

OBESIDADE X ATIVIDADE FÍSICA - texto 1

O gasto energético, a outra parcela da equação de balanço energético junto ao valor calórico total da dieta, é resultado de: taxa metabólica basal (TMB), que é o gasto para manter em funcionamento as atividades vitais do organismo; ação dinâmica específica dos alimentos, que corresponde ao gasto energético necessário para a digestão, absorção e utilização dos alimentos; e atividade física, que pode ser entendida como qualquer movimento corporal produzido pela contração da musculatura esquelética que implique em gasto energético. A atividade física, então, compreende uma gama de dimensões que incluem todas as atividades voluntárias, como as ocupacionais, de lazer, domésticas e de deslocamento.


A redução do nível de atividade física e sua relação com a ascensão na prevalência da obesidade refere-se às mudanças na distribuição das ocupações por setores (exemplo: da agricultura para a indústria) e nos processos de trabalho com redução do esforço físico ocupacional; das alterações nas atividades de lazer, que passam de atividades de gasto acentuado, como práticas esportivas, para longas horas diante da televisão ou do computador; e do uso crescente de equipamentos domésticos com redução do gasto energético da atividade, como por exemplo, lavar roupa à máquina ao invés de fazê- lo manualmente...


MAIS INFORMAÇÕES NA PRÓXIMA SEMANA...

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Amigo de obeso...

Ter amigos obesos aumenta a chance de uma pessoa ganhar peso, de acordo com levantamento dos EUA

LOS ANGELES, EUA - Se os seus amigos ou parentes estão ficando gordos, as chances são de que o mesmo aconteça com você, dizem pesquisadores envolvidos em um novo estudo que sugere que a obesidade é passível de "contágio social" e pode passar facilmente de uma pessoa para a outra.

O trabalho, financiado pelo governo dos EUA, indica que o resultado é verdadeiro mesmo se os seus entes queridos moram longe. laços sociais parecem ter um papel surpreendentemente forte na disseminação do excesso de peso, até maior que o da genética.

"Ficamos atônitos de ver amigos que vivem a centenas de quilômetros de distância tendo tanto impacto no peso de uma pessoa quanto o vizinho", diz um dos autores do estudo, James Fowler da Universidade da Califórnia, San Diego.

O estudo mostra que o risco de uma pessoa se tornar obesa sobe 57% se um amigo também for, 40% se um irmão for gordo e 37% se o cônjuge tiver quilos a mais. Se a amizade for íntima, o risco triplica.

Em média, calcularam os cientistas, quando uma pessoa obesa ganha 7,7 kg, o amigo correspondente ganha 2,3 kg.

Sexo também tem influência. Em amizades de pessoas do mesmo sexo, o risco de obesidade cresce 71% se um dos amigos ganha peso. Entre irmãos, o risco cresce 44%, e 67% entre irmãs.

Os pesquisadores crêem que há algo nisso além da cultura comum de exercício e hábitos alimentares que amigos íntimos provavelmente dividem. Pode ser que ter amigos ou parentes obesos mude a idéia que uma pessoa tem do que é uma forma física aceitável.

Mas os cientistas dizem que o estudo não deve servir de pretexto para o fim de amizades.
"Há uma tonelada de estudos que sugere que ter muitos amigos deixa as pessoas mais saudáveis", lembra Fowler. "Então a última coisa que você deve querer é se livrar dos seus amigos".

Este texto foi baseado em estudo do New England Journal of Medicine.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

NÃO CONTÉM GLUTEN


De repente, aquela cervejinha gelada na happy hour ou o copinho de uísque do fim de semana passam a ser terminantemente proibidos. Comer fora de casa exige todo o cuidado do mundo. Pães, bolos e salgadinhos, só se forem especiais, sem farinha de trigo. Até a hóstia da comunhão católica é vetada -é preciso conversar com o padre para passar a comungar tomando vinho. Assim é a vida após o diagnóstico de doença celíaca, intolerância permanente ao glúten (proteína presente no trigo, na aveia, no centeio, na cevada e no malte), que costuma surgir na infância, mas pode aparecer em qualquer idade. Até há pouco tempo restrita ao universo de quem tem o problema e a seus amigos e familiares, a doença celíaca ficou mais conhecida no Brasil depois da entrada em vigor, em 2003, da lei que obriga os fabricantes de alimentos a declarar, nos rótulos, as palavras "contém glúten" ou "não contém glúten". Nos últimos anos, estudos vêm sendo feitos para detectar a prevalência do problema na população brasileira. O último deles, realizado na cidade de São Paulo, mostra que há mais afetados do que se imaginava: pelo menos 1 em cada 214 pessoas estudadas apresentou o problema. Realizado por uma equipe da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e publicado no "European Journal of Gastroenterology and Hepatology", o levantamento avaliou 3.000 doadores de sangue -indivíduos que, presumivelmente, consideram-se saudáveis. Estudos semelhantes feitos anteriormente em Ribeirão Preto e em Brasília haviam detectado uma prevalência menor: 1 para cada 273 e 1 para 680, respectivamente. "Parecia ser uma doença rara, mas descobrimos que a prevalência é alta no nosso meio", afirma a coordenadora da pesquisa, a gastroenterologista pediátrica Vera Lúcia Sdepanian, chefe do ambulatório de celíacos da Unifesp. Segundo ela, a grande variação em relação a Brasília pode ser devido à diferença de etnias dos moradores. A doença celíaca afeta mais descendentes de europeus do que negros e índios. A pesquisadora ressalta que a prevalência em São Paulo provavelmente é até maior do que o índice obtido. Isso porque o estudo foi feito em duas etapas. Na primeira, avaliou-se se um anticorpo chamado transglutaminase estava elevado -o que ocorre nos celíacos, mas não confirma o diagnóstico. Para ter certeza do quadro, é preciso fazer uma biópsia do intestino delgado, e apenas metade dos pré-selecionados na primeira fase concordou em fazer essa investigação. "Se todos os doadores com anticorpo positivo tivessem concordado em fazer a biópsia e mantivéssemos a mesma proporção de posivitividade, pode ser que esse índice chegasse a 1 em cada 100 pesquisados", diz Sdepanian. Ela acredita que, quando as indústrias perceberem que há bastante gente afetada, as opções de alimentos para celíacos devem aumentar. "Na Europa, existem grandes indústrias que produzem apenas alimentos para celíacos. No Brasil, são mais as empresas pequenas e médias que perceberam o potencial desse mercado", diz. Nos EUA, é possível até participar de cruzeiros, jantares e convenções onde tudo o que é servido é isento de glúten -uma empresa criada por um celíaco se especializou nisso. Desde que sejam tomados alguns cuidados, cozinhar em casa ajuda ainda a evitar a contaminação que ocorre com freqüência em restaurantes e padarias, nos quais a mesma pessoa que prepara e serve alimentos com glúten manuseia os alimentos sem glúten.


Portanto... pensem no papel dos nutricionistas para a melhor qualidade de vida de pacientes celíacos...

segunda-feira, 18 de junho de 2007

GORDURA TRANS





As gorduras trans são um tipo especial de ácido graxo, formado a partir de ácidos graxos insaturados. Em outros termos, são um tipo específico de gordura formada por um processo de hidrogenação natural (ocorrido no rúmen de animais) ou industrial. Estão presentes principalmente nos alimentos industrializados. Os alimentos de origem animal como a carne e o leite possuem pequenas quantidades dessas gorduras.

São considerados especiais devido à sua conformação estrutural. Nos ácidos graxos cis, que é como geralmente são encontrados os ácidos graxos na natureza, os átomos de menor peso molecular encontram-se paralelos, e nos ácidos graxos trans, os átomos de menor peso molecular estão dispostos na forma diagonal.

O ângulo das duplas ligações na posição trans é menor que em seu isômero cis e sua cadeia de carboidratos é mais linear, resultando em uma molécula mais rígida, com propriedades físicas diferentes, inclusive no que se refere à sua estabilidade termodinâmica.

Os ácidos graxos trans não são sintetizados no organismo humano, sendo que são resultantes de um processo chamado de hidrogenação. O objetivo desse processo é adicionar átomos de hidrogênio nos locais das duplas ligações, eliminando-as. Mas a hidrogenação é geralmente parcial, ou seja, há a conservação de algumas duplas ligações da molécula original e estas podem formar isômeros, mudando da configuração cis para trans.
Gordura trans age como a saturada ao elevar o nível da lipoproteína de baixa densidade no sangue (LDL ou "colesterol ruim"), isso faz com que os níveis de absorção da lipoproteína de alta densidade (HDL, o "colesterol bom") sejam prejudicados, sendo que esta é responsável pela remoção de LDL do sangue. Isso aumenta as chances do aparecimento de um ateroma, isto é, a placa de gordura no interior de veias e artérias(que pode causar infarte).
Com um maior controle sobre a alimentação humana, as autoridades em saúde determinaram que em rótulos venha determinada a quantidade de gordura trans contida por porção.


Você sabe as fontes de gordura trans?

Você conhece a recomendação da ingestão diária deste tipo de gordura?

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Novas curvas para avaliação nutricional infantil



Em 2006 foi lançada pela Organização Mundial de Saúde – OMS as novas Curvas para Avaliação do Crescimento da Criança de 0 a 5 anos. A recomendação para a elaboração de novas curvas foi aprovada pela Assembléia Mundial de Saúde da OMS, em 1994 e desde então o Programa de Nutrição da OMS coordenou um estudo mundial que teve início em 1996 com a participação de paises representativos das seis principais regiões geográficas do mundo que foram o Brasil (Pelotas) - representando a América Latina-, Ghana (Accra), Índia (Nova Delhi), Noruega (Oslo), Oman (Muscat) e Estados Unidos (Davis).
Proteção, promoção e suporte do direito da criança a desenvolver seu pleno potencial - As novas curvas de crescimento constituem um importante instrumento técnico para medir, monitorar e avaliar o crescimento de todas as crianças de 0 a 5 anos, independente da origem étnica, situação sócio-econômica ou tipo de alimentação. Desnutrição, sobrepeso, obesidade e condições associadas ao crescimento e à nutrição podem ser detectadas e encaminhadas precocemente na criança. Com a utilização dessas novas curvas pais, profissionais de saúde e gestores de políticas públicas tomarão conhecimento dos padrões do que constitui uma boa nutrição, saúde e desenvolvimento infantil.
A participação do Brasil no estudo – Com base em vários critérios para inclusão no estudo (estudos epidemiológicos, localização geográfica das comunidades, presença de instituição de pesquisa capacitada, entre outros) o Brasil foi o país selecionado pela OMS para representar a América Latina. O estudo foi coordenado por professores da Universidade Federal de Pelotas e contou com o apoio financeiro do Ministério da Saúde. A coleta de dados para todo o estudo teve início em 1997 e foi finalizada em 2003, contendo informações da população infantil da cidade de Pelotas no Rio Grande do Sul. Veja mais sobre a metodologia do estudo em “
Uma nova curva de crescimento para o século XXI”.
Nova Caderneta de Saúde da Criança do Ministério da Saúde já tem as curvas - A nova caderneta de Saúde da Criança está sendo distribuída em todo o Brasil para as crianças nascidas a partir de 2007 e apresenta as curvas para avaliação de crescimento de meninas e meninos de 0 a 10 anos sendo que as crianças de 0 a 5 anos já são avaliadas com as novas curvas de crescimento. Essa Caderneta apresenta também conteúdos informativos para a família e profissionais de saúde com destaque para o cuidado da criança, seu desenvolvimento, prevenção de acidentes e violência e novo calendário vacinal com a inclusão da vacina para rotavírus. Acesse aqui a "
Caderneta de Saúde da Criança".

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Intervenções para controle de carências nutricionais


Fortificação de Farinhas


Os altos índices de anemia e de doenças causadas pela deficiência de ácido fólico, na população brasileira, levaram o Ministério da Saúde e a Anvisa tornar obrigatória a fortificação das farinhas de trigo e milho.
Com a publicação da Resolução - RDC nº 344, de 13 de dezembro de 2002, tanto as farinhas de trigo e de milho vendidas diretamente ao consumidor, quanto aquelas utilizadas como matéria-prima pelas indústrias, na fabricação de outros produtos, terão que ser enriquecidas com ferro e ácido fólico, a partir de junho de 2004.
Cada 100g de farinha de trigo e de milho deverá conter 4,2 mg de ferro e 150 mcg de ácido fólico. Com isso, as farinhas e produtos, como pães, macarrão, biscoitos, misturas para bolos e salgadinhos deverão apresentar maior quantidade de ferro e ácido fólico em sua formulação final.


Você conhece outras estratégias para controle das carências nutricionais?

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Pesquisas relacionam polivitamínicos a risco de câncer de próstata

O empresário Carlos Alberto Martins, 43, pratica atividades físicas diariamente, tem uma alimentação balanceada e faz check-up a cada seis meses. No último exame, queixou-se de um certo cansaço ao médico, que lhe receitou suplementos alimentares, incluindo algumas vitaminas.
A receita está funcionando, garante Martins. "Estou menos estressado. Minha vida é corrida, e meus treinos são puxados. O corpo sente a falta das vitaminas", acredita. O empresário não tem certeza se o que está tomando é ou não um polivitamínico (composto que inclui todas as vitaminas). "Faz bem para a saúde, previne doenças. Vou tomando e nem pergunto o que é", diz.
Na verdade, a suplementação receitada a Martins inclui apenas as vitaminas B e C. Melhor para ele. Os polivitamínicos, vistos com restrição por muitos médicos, agora são alvo de uma suspeita grave. Um braço de um grande estudo coordenado pelos NIH (institutos nacionais de saúde, na sigla em inglês), dos EUA, observou a relação entre o alto consumo desse tipo de suplemento e o aumento do risco de câncer de próstata.
Globalmente, o estudo dos NIH acompanha, há cinco anos, a dieta e a saúde de quase 300 mil homens. Entre outras descobertas, constatou-se que aqueles que consumiam polivitamínicos em excesso (mais de sete vezes por semana) tinham o dobro de chance de desenvolver câncer de próstata fatal do que os que nunca tomaram esses suplementos. Essas conclusões foram publicadas na última edição do jornal do NCI (instituto nacional do câncer, em inglês), dos Estados Unidos.
A questão é bastante controversa, segundo Valdemiro Carlos Sgarbieri, professor de ciências de alimentos e nutrição da faculdade de engenharia de alimentos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Mas Sgarbieri acredita que, ao fazer a suplementação quando não há necessidade, a pessoa "corre riscos, não apenas o de câncer de próstata". Entre os perigos, há o da intoxicação por excesso de algumas vitaminas.
"O problema é que 'excesso' também é controverso, depende da fisiologia e do estado de saúde de cada indivíduo. Como dizia Paracelso [médico e físico do século 16], o que difere o veneno do remédio é a dosagem adequada."
Aristóteles Wisnescky, chefe do serviço de urologia do Hospital do Câncer do Inca (Instituto Nacional do Câncer) do Rio de Janeiro, conta que, embora algumas pesquisas tenham indicado uma ação preventiva das vitaminas C, D e E, outras apontaram que a vitamina A pode aumentar a incidência do câncer de próstata. Como o polivitamínico junta tudo no mesmo comprimido, "tomá-lo por conta própria não é o melhor caminho".
Para Wellington Oliveira, clínico-geral do Instituto Brasileiro de Medicina Estética e Vascular, cada candidato à suplementação deve ser avaliado, para saber quais doses e quais vitaminas são necessárias. Hábitos alimentares e de vida são alguns dos indicadores comumente usados para essa avaliação. Na dúvida, é possível fazer a dosagem de vitaminas por meio de exames de sangue.

UMA ALIMENTAÇÃO VARIADA, COM TODOS OS NUTRIENTES BALANCEADOS, AINDA É FUNDAMENTAL PARA INDIVÍDUOS SAUDÁVEIS QUE VISAM A PROMOÇÃO DE SAÚDE E PREVENÇÃO DE DONEÇAS...

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Dietas radicais vendem milagres e entregam desastres

Se por moda ou vaidade, não se sabe, mas a estética passou a perna na saúde. É só ligar a televisão ou o rádio do seu carro: o assunto é alimentação, lipoaspiração, novas próteses de silicone.Hoje, em termos de padrão corporal, as metas são extraordinárias e para atingi-las não faltam fórmulas mágicas, consumidas sem nenhum critério, especialmente por jovens e adolescentes indecisos entre um prato de alface e delícias em pacotes que insistem em freqüentar as suas mochilas.Nada contra a preocupação com a beleza, mas perder e ganhar medidas virou tamanha obsessão que comer acabou se transformando num grande problema. Ninguém sabe ao certo o que pode ou deve ser colocado no prato.Os programas da tarde garantem milagres se a refeição for dividida em cores. Nas revistas, as indicações variam entre substituir o almoço por um copo d'água ou só comer pizza durante um mês.O fato é que a adesão descontrolada a dietas mirabolantes modifica o funcionamento do organismo, não atende às suas necessidades diárias e o resultado de cada uma delas também tem ido parar nas primeiras páginas dos jornais.Uma refeição pode significar um passeio agradável e sem culpa por vários tipos de alimentos que ofereçam um bom aporte em termos de vitaminas, proteínas, carboidratos, gorduras, fibras e minerais. Para manter a elegância, o importante não é a privação, mas saber dosar a quantidade de cada um dos ingredientes.Quanto mais variada for a alimentação, maiores serão a elasticidade da pele, o tônus muscular, o brilho dos cabelos e a força das unhas. Se as medidas estiverem incomodando, nada de aventuras: procure profissionais responsáveis que possam cuidar da sua saúde.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Vitamina A ajuda a reduzir os sinais de envelhecimento



Vitamina A ajuda a reduzir os sinais de envelhecimento
2007-05-23 08:55:44 - http://jornaldigital.com/noticias.php?noticia=14285


Michigan – O resultado de pesquisas feitas por cientistas da Universidade de Michigan, confirma que cremes contendo vitamina A ajudam a reduzir os sinais de envelhecimento da pele.
O estudo americano, publicado na Archives of Dermatology, incidiu sobre 36 voluntários com uma idade média de 87 anos, que usaram um creme com vitamina A debaixo de um dos braços e um creme sem nenhum componente activo debaixo do outro.A avaliação feita, depois de 24 semanas, revelou que o retinol, a forma pura da vitamina A, não apenas reduziu as rugas na grande maioria dos voluntários, mas também aumentou os níveis de substâncias químicas importantes na regeneração da pele, ajudou a pele a reter mais água, e menos susceptível a lesões cutâneas, um problema comum em pessoas mais velhas.
(c) PNN Portuguese News Network